Governo de Rondônia migra verbas de mídia para APPDOOR e causa crise com imprensa; caso vai ao MP-RO

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Governo de Rondônia migra verbas de mídia para APPDOOR e causa crise com imprensa; caso vai ao MP-RO

Governador Marcos Rocha (UB) redireciona investimentos de comunicação de sites, TVs e rádios para OUTDOOR, BUSDOOR, APPDOOR e EUCATUR DOOR. Modelo, desenhado pela PEN6 e apresentado ao secretário Renan Fernandes, provoca ruptura com a imprensa e é questionado no Ministério Público de Rondônia.

Porto Velho, RO - O Governo de Rondônia adotou uma nova estratégia de comunicação ao realocar verbas publicitárias antes destinadas a sites, TVs e rádios para formatos de mídia externa e de transporte: OUTDOOR, BUSDOOR, APPDOOR e EUCATUR DOOR. A mudança, atribuída ao governador Marcos Rocha (UB), foi concebida pela PEN6 e apresentada ao secretário de Comunicação, Renan Fernandes, tornando-se o novo padrão de investimento publicitário do Executivo estadual.

Segundo fontes do setor, a transição teria provocado uma ruptura entre veículos de imprensa locais e o governo, que passaram a relatar queda brusca de receitas e redução de campanhas institucionais nos meios digitais e tradicionais. A medida também levantou questionamentos sobre critérios de distribuição, transparência dos contratos e efetividade do alcance, especialmente em áreas rurais e municípios com menor circulação de mídia out-of-home.

A reconfiguração do plano de mídia inclui:

- OUTDOOR: painéis estáticos em vias de grande fluxo.

- BUSDOOR: anúncios na parte traseira e lateral de ônibus urbanos e intermunicipais.

- APPDOOR: ativações e anúncios em aplicativos, com foco em geolocalização e alcance segmentado.

- EUCATUR DOOR: veiculações em frota e terminais ligados à empresa de transporte Eucatur, ampliando cobertura em rotas regionais.

Especialistas em comunicação pública observam que a concentração em OOH (out-of-home) pode elevar a visibilidade em áreas de alto tráfego, mas alertam para riscos de perda de diversidade de canais, menor pluralidade informativa e dificuldade de mensuração de impacto quando comparada a métricas digitais e de broadcast.

A controvérsia já chegou ao Ministério Público de Rondônia (MP-RO), que recebeu representações pedindo apuração sobre legalidade, economicidade e publicidade dos contratos. Entre os pontos solicitados para análise estão:

- Critérios técnicos usados na mudança do planejamento de mídia.

- Estudos de alcance, audiência e custo por impacto.

- Transparência dos processos de contratação e seleção de fornecedores.

- Eventual desequilíbrio concorrencial entre veículos e formatos.

Procurados, representantes do governo defendem que a nova estratégia busca otimizar recursos, ampliar a presença em espaços de grande circulação e modernizar a comunicação institucional. Profissionais e entidades da imprensa local, porém, afirmam que a retirada de verbas compromete a sustentabilidade do ecossistema jornalístico e restringe o acesso da população a informações por múltiplos canais.

O caso segue em análise no MP-RO. Enquanto isso, o setor de mídia regional acompanha os desdobramentos, atento a possíveis ajustes nas regras de distribuição de verbas e à necessidade de transparência nos resultados da nova política de comunicação do governo de Rondônia.


Fonte: Primeiro Minuto 

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