Crise na coleta de lixo em Porto Velho: Prefeitura cobra licitação definitiva e empresa rejeita rescisão de contrato emergencial

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Crise na coleta de lixo em Porto Velho: Prefeitura cobra licitação definitiva e empresa rejeita rescisão de contrato emergencial

O documento, assinado pelo secretário Thiago Felipe Cantanhede Pacheco, destaca a urgência da licitação definitiva para encerrar um ciclo de instabilidade jurídica e administrativa que se arrasta desde a anulação do contrato anterior pelo Tribunal de Contas do Estado de Rondônia - Foto: Imagem Ilustrativa 

Porto Velho, Rondônia - A Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura (SEINFRA), voltou a pressionar pela solução definitiva do serviço de coleta de resíduos sólidos na capital. Em ofício enviado ao Conselho Gestor das Parcerias Público-Privadas (CGPPP), a gestão municipal pediu informações detalhadas sobre o andamento do processo licitatório que deverá substituir os contratos emergenciais atualmente em vigor.

O documento, assinado pelo secretário Thiago Felipe Cantanhede Pacheco, destaca a urgência da licitação definitiva para encerrar um ciclo de instabilidade jurídica e administrativa que se arrasta desde a anulação do contrato anterior pelo Tribunal de Contas do Estado de Rondônia.

Contrato anulado e solução emergencial instável

Segundo a SEINFRA, o antigo contrato com o Consórcio Ecorondônia/Marquise foi anulado pelo TCE-RO. Desde então, o Município opera com o Contrato Emergencial nº 028/PGM/2025, firmado com o Consórcio ECO PVH, cuja execução, de acordo com parecer da Procuradoria-Geral do Município (PGM), apresenta falhas relevantes.

O próprio TCE-RO condicionou a validade do contrato emergencial à realização de um novo certame licitatório no prazo máximo de 180 dias, reforçando a necessidade de uma solução definitiva para o serviço de limpeza urbana.

SEINFRA cobra cronograma e transparência

No ofício nº 2437/2025, a SEINFRA solicita ao CGPPP informações objetivas sobre:

o estágio atual da licitação definitiva;

as etapas já cumpridas;

eventuais pendências;

e o cronograma previsto para publicação do edital e conclusão do processo.

A pasta ressalta que a manutenção sucessiva de contratos precários gera ônus financeiro e administrativo desproporcional ao Município, além de insegurança jurídica.

Empresa nega falhas e descarta rescisão consensual

Em resposta à notificação da Prefeitura, a ECOFORT Engenharia Ambiental Ltda, líder do Consórcio ECO PVH, apresentou extensa manifestação administrativa afirmando não ter interesse na rescisão consensual do contrato emergencial.

A empresa sustenta que:

já executou cerca de 50% do contrato, iniciado efetivamente em outubro de 2025;

possui plena capacidade financeira e técnica para concluir a execução;

mantém garagem operacional licenciada e estrutura estabilizada;

e que eventuais problemas iniciais decorreram de dificuldades na transição com a antiga prestadora, e não de falhas estruturais.

Segundo a Ecofort, a rescisão neste momento seria antieconômica, desproporcional e poderia gerar riscos de descontinuidade do serviço, além de impactos trabalhistas relevantes.

Órgãos de controle e interesse público

A empresa também destacou que procedimentos preliminares no TCE-RO foram arquivados sem constatação de irregularidades graves e que o contrato segue sob acompanhamento regular, sem decisão que imponha sua ruptura.

Apesar disso, a própria manifestação reconhece que o contrato emergencial é temporário e que a solução estrutural passa, inevitavelmente, pela licitação definitiva — exatamente o ponto central defendido pela Prefeitura.

O que está em jogo

O impasse revela um cenário conhecido do poder público brasileiro: contratos emergenciais que se prolongam além do desejável, enquanto a licitação definitiva avança lentamente. Para a população, o que importa é a regularidade da coleta de lixo; para a Administração, pesa a necessidade de segurança jurídica, eficiência e respeito às determinações dos órgãos de controle.

Agora, a expectativa recai sobre o Conselho Gestor das PPPs, que deverá esclarecer em que fase está o processo licitatório e quando Porto Velho, enfim, terá um contrato definitivo para a limpeza urbana — sem improvisos, sem remendos e com a estabilidade que o serviço exige.


Fonte: Primeiro Minuto 

 

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