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Porto Velho, Rondônia - Porto Velho está entre as 13 cidades brasileiras contempladas com recursos do Novo PAC para obras de drenagem urbana. Além disso, é a terceira cidade do país que mais captou investimentos nessa área em 2025, com um total de R$ 200 milhões destinados à capital.
O recurso será aplicado em obras de macrodrenagem, aquelas intervenções maiores que atuam diretamente nos canais por onde a água da chuva escoa. Na prática, isso significa enfrentar um dos problemas mais antigos da cidade: os alagamentos.
O planejamento começou após uma forte chuva registrada no início de 2025. A partir desse cenário, técnicos da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra) realizaram um levantamento completo da cidade para identificar os principais pontos de alagamento e as necessidades de cada região.
Esse diagnóstico foi enviado ao Governo Federal e serviu de base para a aprovação dos recursos.
Entre os pontos já identificados como mais críticos estão regiões das zonas Leste e Sul da cidade, além de áreas próximas à região central.
Canais importantes, como os do Tancredo Neves, Bate Estaca, região da rodoviária e Belmonte, estão no planejamento das intervenções.
A expectativa é que, com as obras, esses locais deixem de sofrer com alagamentos frequentes, especialmente durante o período de chuvas mais intensas.
Como funciona o investimento
Do total de R$ 200 milhões:
• R$ 90 milhões são recursos da União, com contrapartida do município
• Cerca de R$ 110 milhões vêm de financiamento via FGTS, com juros baixos e pagamento a longo prazo
O recurso não é liberado de uma vez só. Ele é repassado conforme o andamento das obras, seguindo etapas de execução e medição.
PRÓXIMOS PASSOS
Os projetos já estão aprovados e agora entram na fase final de ajustes e licitação.
A previsão é que as primeiras obras comecem ainda este ano, com execução em maior escala a partir de 2027.
Como se tratam de intervenções de grande porte, algumas mudanças na rotina da cidade serão inevitáveis.
Interdições de ruas, desvios no trânsito e movimentação de máquinas devem fazer parte do dia a dia durante a execução das obras.
A orientação é que a população tenha paciência nesse período, já que os benefícios são duradouros.
Além de reduzir os alagamentos, o investimento deve trazer reflexos importantes na saúde pública e na mobilidade urbana.
Menos água parada significa menos risco de doenças. E ruas sem alagamentos garantem mais segurança e facilidade de deslocamento.
Para o secretário da Seinfra, Thiago Cantanhede, o impacto vai além da infraestrutura.
O prefeito Léo Moraes também reforçou a importância da obra. “Esse investimento vai atacar um problema histórico da cidade e garantir mais segurança e qualidade de vida para a população”.
Fonte: Secom
Texto: Helen Paiva
Edição: Secom
Fotos: Hellon Luiz / José Carlos


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