General russo é baleado em Moscou em suposta tentativa de assassinato

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General russo é baleado em Moscou em suposta tentativa de assassinato

Tenente-general do Ministério da Defesa foi atingido por vários disparos e levado a um hospital da capital russa. Ataque ocorreu em meio a negociações sobre a guerra na Ucrânia e reforça a sequência de atentados contra altos oficiais desde 2022 - Foto: Divulgação 

Porto Velho, Rondônia - m general russo foi levado a um hospital após ser baleado “várias vezes” em uma tentativa de homicídio ocorrida na madrugada desta sexta-feira, em Moscou, informou o Comitê de Investigação da Rússia.

Segundo a agência estatal TASS, a porta-voz do comitê, Svetlana Petrenko, afirmou que a vítima é Vladimir Stepanovich Alekseyev, tenente-general do Ministério da Defesa da Federação Russa.

De acordo com a investigação preliminar, um suspeito ainda não identificado efetuou vários disparos contra o militar dentro de um prédio residencial na região da Volokolamskoe Shosse, em Moscou, e fugiu em seguida. Alekseyev foi socorrido e permanece internado em um hospital da capital.

As autoridades russas abriram um processo criminal pelos crimes de tentativa de homicídio e tráfico ilegal de armas de fogo.

Alekseyev, de 64 anos, ganhou destaque por sua atuação em operações classificadas como secretas na Síria, onde a Rússia interveio militarmente em 2015 contra grupos jihadistas e em apoio ao regime de Bashar al-Assad.

O general é considerado braço direito de Igor Kostyukov, chefe da inteligência militar russa, conhecida como GRU. Kostyukov liderou recentemente a delegação de Moscou nas negociações com Kyiv, realizadas em Abu Dhabi, com mediação dos Estados Unidos, para discutir o conflito na Ucrânia.

Desde o início da guerra na Ucrânia, em fevereiro de 2022, ao menos quatro generais russos foram mortos em ataques. O caso mais recente foi o de Fanil Sarvarov, chefe de operações do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia, que morreu no fim de dezembro em Moscou após a explosão de um carro-bomba.

Outro episódio de grande repercussão envolveu o tenente-general Igor Kirilov, então responsável pela defesa radiológica, química e biológica, assassinado em dezembro de 2024 em um ataque com explosivos em frente à sua residência.

Em abril de 2025, morreu também o tenente-general Yaroslav Moskalik, vice-chefe de operações do Estado-Maior, em um atentado com explosivo colocado em um automóvel. As autoridades russas atribuíram o ataque aos serviços de inteligência ucranianos.

Já em novembro de 2024, o capitão Valery Trankovski, vice-comandante de uma brigada da Frota do Mar Negro, morreu na Crimeia após a explosão de seu carro em Sebastopol. O atentado foi reivindicado por serviços de inteligência da Ucrânia.

Em outro incidente, o major-general Yuri Afanasyevsky, ex-chefe da alfândega no Donbass, e seu filho ficaram gravemente feridos quando um artefato explosivo escondido em um telefone celular detonou dentro de sua casa, ataque também atribuído por Moscou a Kyiv.

O suposto atentado contra Alekseyev ocorreu um dia após o encerramento de uma rodada de negociações entre Ucrânia, Rússia e Estados Unidos em Abu Dhabi. Segundo autoridades ucranianas, as delegações concordaram em informar suas capitais e manter o diálogo trilateral nas próximas semanas.

A segunda rodada de negociações diretas entre Kyiv e Moscou, mediada pelos Estados Unidos na capital dos Emirados Árabes Unidos, terminou sem avanços concretos nos principais pontos de divergência. Assim como em encontros anteriores realizados na Turquia em 2025, o principal resultado foi a troca de 314 prisioneiros de guerra.

Apesar disso, o conselheiro do Kremlin Kirill Dmitriev avaliou que houve progressos e avanços positivos nas conversas. Ele também voltou a criticar o que chamou de setores belicistas na Europa e no Reino Unido, que, segundo ele, tentariam sabotar as negociações, informou a TASS.


Fonte: Notícias ao Minuto 
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