PLANO DE PAZ: Premiê da Índia apoia plano de Trump para encerrar guerra em Gaza
setembro 30, 2025
Líder indiano diz que proposta de 20 pontos “oferece caminho viável” e pede união; plano prevê cessar-fogo imediato e libertação de reféns em 72 horas, enquanto Hamas avalia. // donaldtrump_narendramodi
Porto Velho, RO - O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, declarou apoio ao plano de paz apresentado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para pôr fim à guerra na Faixa de Gaza.
Em mensagem publicada no X, Modi afirmou que a proposta oferece “um caminho viável para paz, segurança e desenvolvimento de longo prazo” e pediu que todas as partes apoiem a iniciativa.
O plano foi anunciado na segunda, 29, na Casa Branca, ao lado do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
O documento tem 20 pontos e estabelece cessar-fogo imediato assim que aceito.
A Casa Branca informou que o texto prevê a devolução de todos os reféns em até 72 horas e a entrada de ajuda humanitária sob coordenação internacional.
A proposta inclui troca de prisioneiros.
O Hamas deveria libertar 48 reféns israelenses, entre vivos e mortos. Israel, por sua vez, soltaria 250 palestinos condenados à prisão perpétua e 1.700 detidos desde outubro de 2023.
O texto também exclui qualquer participação do Hamas no governo local e determina a desmilitarização do território.
Netanyahu declarou que o plano atende aos objetivos militares de Israel e disse que, se o Hamas rejeitar os termos, o país “terminará o trabalho sozinho”.
Trump afirmou que dará apoio total a Israel caso não haja acordo. O premiê israelense ressaltou que a recuperação dos reféns e o fim da ameaça militar do Hamas são condições centrais.
Segundo a proposta, Gaza seria administrada por um comitê palestino técnico e apolítico. A supervisão ficaria a cargo de um Conselho da Paz liderado por Trump, com participação do ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair.
O plano prevê também programa de reconstrução econômica para restabelecer energia, água, hospitais e moradias.
O Hamas ainda não respondeu oficialmente. O documento foi transmitido ao grupo por mediadores do Egito e do Catar. Diplomatas afirmaram que a análise está em andamento e que uma posição pode ser apresentada em breve.
Governos de Catar, Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Indonésia, Paquistão, Turquia, Arábia Saudita e Egito expressaram apoio.
Em comunicados, destacaram a necessidade de prevenir deslocamentos forçados e manter a perspectiva de dois Estados. A Rússia também declarou esperar que o plano seja implementado.
A proposta não prevê anexação nem ocupação permanente de Gaza por Israel.
A retirada militar estaria condicionada ao cumprimento das medidas de segurança e desarmamento, acompanhadas por supervisão internacional.
A Casa Branca tenta ampliar o número de endossos formais antes de iniciar a execução do cessar-fogo e da ajuda humanitária.
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