PATRIOTISMO: Estudantes da Escola Estadual Ulisses Guimarães homenageiam Hino Nacional Brasileiro

O evento foi consagrado em virtude da celebração ao dia do Hino Nacional Brasileiro

Porto Velho, ROAlinhados em posição de sentido na quadra esportiva da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Ulisses Guimarães, (Bairro Jardim Santana, zona Leste de Porto Velho), diretores, gestores e alunos homenagearam na quarta-feira (13) o Hino Nacional Brasileiro cantado pela aluna Sara Garcia Teles, do 1º ano.

O evento foi consagrado em virtude da celebração ao Dia do Hino Nacional Brasileiro; desenvolvido a partir de um trabalho interdisciplinar envolvendo as disciplinas de Língua Portuguesa, História e Geografia, com o objetivo de resgatar a importância do Patriotismo, enfatizando por meio do momento cívico. Os professores ressaltaram quanto à relevância de trazer o aluno para o entendimento sobre esta solenidade nas escolas com intuito de contextualizar o conteúdo com a história do País.

A direção da escola Ulisses Guimarães enfatizou que este projeto de resgate histórico mexeu com os estudantes e que muitos deles explanaram de forma contundente o quão este tipo de evento deixa claro o entendimento de como ocorreu o processo da história do Brasil.

A estudante do 3º ano, Cristina Braga Lima, leu o texto de homenagem redigido pelo capitão Hipólito Ferreira de Alencar, oficial de gestão educacional da escola: Considerado um dos mais lindos e uma das mais belas e complexas composições de hinos pátrios do mundo, o Hino Nacional Brasileiro é um dos símbolos nacionais que representa e simboliza a expressão maior da Nação Brasileira.

A origem dessa manifestação musical de importante valor histórico e patriótico remonta ao tempo do Brasil Imperial. Durante o 1º Reinado, o hino considerado nacional era aquele composto por D. Pedro I após a Independência do Brasil, em 1822, e hoje intitulado Hino da Independência. Após a abdicação ao trono por D. Pedro I, em 7 de abril de 1831, Francisco Manuel da Silva se valeu da composição instrumental de sua autoria, denominada Marcha Triunfal para comemorar a renúncia do imperador.

A Marcha Triunfal, que também ficou conhecida como Hino 7 de Abril foi reforçada pelo poeta Ovídio Saraiva de Carvalho; o imperador se despedia no dia 7 de abril daquele mesmo ano. Naquela ocasião, o hino foi apresentado publicamente pela primeira vez no Teatro São Pedro de Alcântara, na cidade do Rio de Janeiro, à época, capital do Brasil.

Foi nesse contexto que o dia 13 de abril ficou consagrado como o Dia do Hino Nacional Brasileiro. Com o tempo, a letra do hino de Ovídio Saraiva ficou relegada ao esquecimento e não mais associada à música de Francisco Manuel da Silva. Durante o período do 2º Reinado, era costume executar apenas a parte instrumental do hino, sem a letra, e assim permaneceu até o advento da República. Com a Proclamação, em 1889, alguns membros da nova Corte solicitaram a composição do novo Hino Nacional que tivesse a ver com o novo conceito político do País.

No concurso para novo hino, a música que desagradou fortemente o presidente Deodoro da Fonseca, que abandonou a ideia e preservou a música de Francisco Manuel da Silva como Hino Nacional. Assim, no período republicano, o Hino Nacional manteve-se apenas como uma composição instrumental, pois não possuía letra. Contudo, a partir de 1906, o maestro Alberto Nepomuceno envolveu-se na elaboração de uma letra para o hino. Em 1909, ele mobilizou seu amigo, o poeta Joaquim Osório Duque Estrada para escrevê-la.

Com resultado disso, sua letra produzida ainda naquele ano popularizou-se, mas ainda não fora aprovada pelo governo brasileiro. Ainda assim, o governo decidiu pagar 5 contos de réis ao poeta, como recompensa.

A partir daí, o Hino Nacional Brasileiro adquiriu a sua pompa final, mas somente fora oficializado por intermédio de um decreto do presidente da República Epitácio Pessoa, e assinado em 7 de setembro de 1822, durante as comemorações do centenário da Independência. Atualmente, a forma e a apresentação do Hino Nacional e dos demais símbolos nacionais estão em alguns dispositivos legais, sobretudo, na Lei 5.700 de 1º de setembro de 1978, com suas alterações, na Constituição Federal de 1988.

Alunos homenageiam Hino Nacional com hasteamento da bandeira e canto do hino por aluna

Como é sabido, o filho de D. Pedro I, Pedro de Alcântara, nascido no Rio de Janeiro, ainda era criança quando houve a abdicação.

Foi necessária a composição de um regime de governo que preparasse o terreno para o novo imperador. Esse regime ficou conhecido como Regência, ou Período Regencial. Havia, por parte de brasileiros, entre eles o maestro Francisco Manuel, uma grande expectativa em relação a essa nova fase da política brasileira.

Para o especialista em símbolos, Tiago Berg, a dificuldade da letra, escrita por Joaquim Osório Duque-Estrada, em cima da música de Francisco Manuel da Silva, deve ser contextualizada. “Este estilo parnasiano, de inversão do sujeito das frases, era visto como uma sofisticação na época”, analisa o pesquisador, que lançou o livro “Hinos de Todos os Países do Mundo” (Panda Books).

O Hino Nacional Brasileiro foi criado em 1831 e teve diversas denominações antes do título, configurado, oficialmente. Ele foi chamado de Hino 7 de Abril (em razão da abdicação de D. Pedro I), Marcha Triunfal e, por fim, Hino Nacional.

Hino Nacional do Brasil
Letra de Joaquim Osório Duque Estrada
Música de Francisco Manuel da Silva

Parte I

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heroico o brado retumbante
E o sol da liberdade, em raios fúlgidos
Brilhou no céu da pátria nesse instante

Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte
Em teu seio, ó liberdade
Desafia o nosso peito a própria morte!

Ó Pátria amada
Idolatrada
Salve! Salve!

Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança à terra desce
Se em teu formoso céu, risonho e límpido
A imagem do Cruzeiro resplandece

Gigante pela própria natureza
És belo, és forte, impávido colosso
E o teu futuro espelha essa grandeza

Terra adorada
Entre outras mil
És tu, Brasil
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil
Pátria amada
Brasil!

Parte II

Deitado eternamente em berço esplêndido
Ao som do mar e à luz do céu profundo
Fulguras, ó Brasil, florão da América
Iluminado ao sol do Novo Mundo!

Do que a terra, mais garrida
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores
Nossos bosques têm mais vida
Nossa vida no teu seio mais amores

Ó Pátria amada
Idolatrada
Salve! Salve!

Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado
E diga o verde-louro dessa flâmula
Paz no futuro e glória no passado

Mas, se ergues da justiça a clava forte
Verás que um filho teu não foge à luta
Nem teme, quem te adora, a própria morte

Terra adorada
Entre outras mil
És tu, Brasil
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil
Pátria amada
Brasil!

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