SAÚDE: Complexo Hospitalar Regional de Cacoal promove ações de conscientização no Dia Mundial do Rim

Objetivo da ação foi conscientizar pacientes, acompanhantes e profissionais do Complexo Hospitalar quanto à importância do rim para o organismo

Porto Velho, RO - O Governo de Rondônia, por meio do Setor de Hemodiálise do Complexo Hospitalar Regional de Cacoal (COHREC), realizou uma série de ações em virtude do Dia Mundial do Rim, neste 10 de março. O objetivo das atividades, realizadas tanto no Hospital Regional (HRC) como no Hospital de Urgência e Emergência (Heuro), foi a conscientização quanto à importância do rim para o organismo e os cuidados com a saúde.

Ao longo de 2021, apenas o HRC realizou 1.241 sessões de hemodiálise, atendendo 331 pacientes renais. Desde 2019, já são mais de três mil sessões de hemodiálise e 3.448 consultas ambulatoriais em Nefrologia realizadas no Hospital Regional de Cacoal. No Heuro, o serviço foi implantado em agosto de 2020 e, desde então, 507 sessões de hemodiálise foram realizadas.

Com as ações de conscientização, a equipe de nefrologia busca reduzir a ocorrência de problemas relacionados às doenças renais, provocadas pela redução da eficiência das funções metabólicas dos rins, órgão vital para o organismo. Trata-se de problemas comuns que podem acontecer de forma crônica ou aguda, causando complicações severas.

“O intuito é atingir principalmente os pacientes e os acompanhantes e também os profissionais que atuam nos hospitais, para que sejam multiplicadores destas informações. Estamos fazendo ações de orientação, de forma dinâmica, com sorteios de brindes e também trouxemos uma máquina de hemodiálise para apresentar às pessoas como ela funciona”, destaca a coordenadora do Setor de Hemodiálise do COHREC, Alice Cristine Rossmann Faga. “É um tratamento delicado e o intuito é promover a prevenção, reforçando os hábitos saudáveis, o consumo de água e a realização de exames rotineiros”, reforça.

A hemodiálise, citada pela coordenadora, é o procedimento através do qual uma máquina filtra e limpa o sangue, fazendo parte do trabalho que o rim doente não pode fazer. O procedimento retira do corpo os resíduos prejudiciais à saúde.

Ao longo de 2021, apenas o HRC realizou 1.241 sessões de hemodiálise, atendendo 331 pacientes

Nos últimos anos, uma série de investimentos foram feitos pelo Governo de Rondônia no Setor de Hemodiálise do Complexo Hospitalar Regional de Cacoal, como por exemplo, a aquisição de quatro novas máquinas de hemodiálise, no valor total de R$ 260 mil. Hoje, o Complexo conta com sete máquinas e também a Central de Diálise para Agudos no HRC. Além disso, aproximadamente R$ 130 mil reais foram investidos no Heuro para o pré-tratamento de água específica para as máquinas e R$ 75 mil no sistema de osmose, um tratamento extra da água.

No Brasil, segundo dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), o número de pacientes com doença renal crônica avançada é crescente, sendo que atualmente mais de 140 mil pacientes realizam diálise no país. A doença renal crônica se caracteriza pela lesão irreversível nos rins, mantida por três meses ou mais, afetando uma em cada 10 pessoas no mundo.

“A doença renal mais comum hoje, que leva à perda dos rins, é a nefropatia hipertensiva e diabética, que são doenças silenciosas e quando o paciente descobre uma alteração renal, já está em fase avançada da doença do rim. Muitas vezes não tem mais o que a gente fazer e o único tratamento é a hemodiálise para manter o paciente bem”, explica a médica nefrologista do Heuro, Marília Andrade.

De acordo com Sociedade Brasileira de Nefrologia, a estimativa é de que em 2040 a doença renal crônica possa ser a 5ª maior causa de morte no mundo.

“É uma doença silenciosa que, quando começa a se manifestar, os principais sintomas são: inchaço das pernas, às vezes falta de ar, fraqueza e falta de apetite. O que a gente orienta, principalmente para quem tem diabetes, pressão alta ou outras doenças, é para que façam anualmente o exame da creatinina, que é o da função renal. Como existem fatores de risco para as doenças renais, é preciso fazer esse acompanhamento”, enfatiza a médica nefrologista.

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