VACINAÇÃO: Agevisa orienta para a necessidade do aumento da cobertura vacinal contra a influenza em Rondônia


A campanha tem como objetivo reduzir as complicações, internações e mortalidade decorrentes das infecções pelo vírus da influenza

Porto Velho, RO - Balanço divulgado pela Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa), na segunda-feira (3), demonstra que o alcance da cobertura vacinal contra a influenza foi de 69,2% de doses aplicadas Rondônia, bem abaixo do previsto pelo Ministério da Saúde (MS), que é imunizar pelo menos 90% do público prioritário para vacinação. Por esse motivo, a Agência orienta a população para a importância da cobertura vacinal no Estado.

No ano de 2021 foi realizada a 23ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, no período de 12 de abril a 9 de julho. Para a campanha, o estado de Rondônia recebeu 579.600 doses para aplicação em pessoas de grupos prioritários e destas 401.034 foram administradas.

“Quando analisamos o resultado parcial da campanha, considerando a meta de 90% da população a ser vacinada, ou seja, 553.281 pessoas, identificamos que somente 401.034 doses foram administradas, com um alcance 69,2% de cobertura vacinal”, detalha o diretor-geral da Agevisa, Gilvander Gregório de Lima.

A campanha tem como objetivo reduzir complicações, internações e mortalidade decorrentes das infecções pelo vírus da influenza e minimizar os efeitos da doença, reduzindo os sintomas, que podem ser confundidos com os da covid-19. “A campanha é anual e realizada entre os meses de abril e julho, quando devem ser vacinados os grupos prioritários. Sobrando vacinas nos municípios, da segunda quinzena de julho em diante a campanha é aberta para toda a população acima de seis meses de idade”, explica a gerente técnica de epidemiologia da Agevisa, Maria Arlete da Gama Baldez.

A recomendação da Agevisa é de que os municípios que ainda possuem estoque da vacina influenza/gripe, para que desenvolvam estratégias que visem melhorar o desempenho da vacinação na população maior de seis meses de idade.

“O Ministério da Saúde prorrogou o encerramento da campanha. Ficou definido que o prazo limite para o registro das doses aplicadas no SI-PNI será às 23h59 do dia 31 de janeiro de 2022, nesta data a entrada de dados para registros das doses aplicadas será encerrada. Neste sentido, solicitamos aos municípios para acelerar o processo de digitação dos dados, pois estes dados precisam ser cuidadosamente analisados, revisados, compreendidos e, se necessário, corrigidos”, pontua Arlete Baldez. “

Ela explica que mesmo que a pessoa seja vacinada neste mês de janeiro é importante que se vacine novamente na próxima campanha, cujas doses estão previstas para serem enviadas no mês de março. “Se houver antecipação por parte do Ministério da Saúde, os estados serão informados, mas até o momento, a previsão é de que seja mantido o calendário de rotina”, finaliza a gerente.

COBERTURA VACINAL

Quando analisadas as coberturas de doses aplicadas por municípios, observa-se que 20 dos 52 municípios rondonienses, o que corresponde a 38% atingiram a meta de 90% ou mais. Entretanto, chama a atenção a existência de 10 municípios que encontram-se com coberturas abaixo de 50% de doses aplicadas, e dois municípios com nenhuma informação registrada de doses aplicadas no painel https://infoms.saude.gov.br/extensions/Influenza_2021/Influenza_2021.html

Nacionalmente, a meta de cobertura vacinal para cada grupo prioritário é de 90%. Com base nesse parâmetro e nos registros do sistema de informação, observa-se que em Rondônia 12 entre os 52 municípios (23%) atingiram a meta de 90% ou mais para o grupo de crianças. Para o grupo de puérperas 19 municípios (37%) conseguiram atingir a meta, assim como, 13 (25%) no grupo de gestantes; no grupo de indígenas foram 9 (17%) dos municípios; no grupo de idosos, 7 (13%) dos municípios e o grupo de trabalhadores de saúde, 15 municípios (29%) atingiram a meta de vacinar essa população.

GRUPOS PRIORITÁRIOS

São considerados grupos prioritários para vacinação contra a influenza crianças de seis meses a seis anos de idade, idosos, profissionais de saúde, professores, profissionais da segurança pública, indígenas, gestantes e puérperas.

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